InícioArtigosGuitarrasStrinberg LPS-230
Strinberg LPS-230 — Review completo | BrasilInstruments
ConstruçãoBasswood/Maple
TimbreQuente/Encorpado
Avaliação
4.7
Núm. de AvaliaçõesAlto
Review CompletoMelhor Custo-Benefício

Strinberg LPS-230

Por Leonardo Soares5 de dez. de 2025Atualizado em 5 de mar. de 20269 min

Veredito BrasilInstruments

Quando a gente fala em ter uma Les Paul sem precisar gastar muito, a Strinberg LPS230 sempre é um nome que vem à tona. Para montar essa análise, eu fui atrás de centenas de avaliações de compradores verificados no Mercado Livre e na Amazon Brasil. Também assisti a vídeos que comparam ela com modelos mais caros e li relatos de pessoas que levaram a guitarra para o luthier fazer ajustes ou melhorias. O que a gente percebe sempre é a mesma coisa: ela encanta pelo visual e pelo som encorpado, mas as limitações começam a aparecer quando a gente fica mais exigente.

ERGONOMIA

A LPS230 segue direitinho o estilo Les Paul, e isso significa que ela tem um bom peso e preenche bem a mão. O braço tem aquele perfil tradicional, não é fininho nem rápido como os da Ibanez, mas dá uma pegada firme que agrada quem curte o estilo clássico. O peso dela gera umas discussões, tem gente que gosta e gente que não. Se você toca muito tempo em pé, pode acabar cansando. Por outro lado, esse mesmo peso ajuda bastante no sustain, que é um dos pontos fortes da guitarra.

SUSTAIN

É uma das coisas que mais elogiam na LPS230. O corpo, que é mais denso, junto com a ponte fixa, faz com que as notas se estendam bastante. É aquele "corpo" de Les Paul que a gente sente logo nos primeiros acordes. Os riffs ficam mais cheios, e os solos parecem grudar mais. Não é o sustain de uma guitarra de primeira linha, claro, mas convence bastante para a faixa de preço dela e dá a sensação de que o instrumento vale mais do que a gente paga.

TIMBRE E CAPTADORES

O som, no geral, é quente, com graves que se destacam e médios bem encorpados. É bom para tocar rock e blues. Com distorção, ela entrega aquele peso clássico que a gente espera de uma Les Paul. As falhas aparecem quando a gente coloca mais ganho: falta um pouco de definição, e em acordes mais complexos, as notas podem se misturar um pouco, sem muita clareza. Nos sons limpos, o timbre é agradável e quentinho, mas não tem muitos detalhes. No palco, com a banda, ela se vira bem, mas não impressiona em situações que exigem mais. Trocar os captadores é uma melhoria que muita gente comenta como sendo a que mais faz diferença na guitarra.

HARDWARE E BLINDAGEM

As ferragens fazem o básico, sem nada de especial. As tarraxas seguram a afinação de um jeito razoável e a ponte funciona como esperado. Uma coisa que aparece nos relatos é a blindagem: em lugares com muita interferência elétrica, a guitarra pode fazer um barulho perceptível quando o ganho está mais alto. Isso não é raro para guitarras dessa faixa de preço, mas é algo para pensar dependendo de onde você vai tocar.

NUT

O nut de plástico, que vem de fábrica, cumpre o papel sem se destacar. Com o tempo, ele pode atrapalhar um pouco a estabilidade da afinação e como as cordas soltas respondem. É uma das primeiras coisas que os compradores trocam quando querem melhorar a guitarra aos poucos. É uma mudança barata e que dá um resultado na hora.

CONSTRUÇÃO E ACABAMENTO

Este é um dos grandes pontos positivos da LPS230. O visual é bem cuidado, com um acabamento que lembra guitarras bem mais caras. A construção passa uma sensação de firmeza, sem parecer frágil. Muita gente que compra diz que a guitarra parece valer mais do que ela realmente custa, e para um instrumento de entrada, isso faz uma diferença e tanto, tanto na motivação de quem compra quanto na impressão geral.

REGULAGEM

É o assunto que mais aparece nos comentários. A maioria das guitarras chega precisando de ajuste: a altura das cordas está alta, a oitava está errada, o setup não está completo. Isso pode estragar a primeira impressão de um jeito e tanto, e muita gente acaba julgando a guitarra antes de ela passar por uma regulagem decente. Depois de ajustada, a tocabilidade melhora muito e o instrumento responde melhor em tudo. A maioria dos compradores mais experientes que avaliaram o modelo recomenda considerar o custo de uma regulagem inicial como parte do investimento total.

CONCLUSÃO

A Strinberg LPS230 entrega bem o que é mais importante para uma Les Paul de entrada: um visual marcante, som encorpado, sustain que convence e uma construção sólida, tudo isso num preço competitivo. As falhas dela são conhecidas (captadores simples, blindagem básica, e a regulagem que é quase obrigatória) e estão de acordo com a proposta da guitarra.

Para quem quer começar com um instrumento que tenha presença, um som com corpo e uma aparência que empolga, ela é uma ótima porta de entrada com personalidade. O investimento vale mais a pena para quem topa incluir uma regulagem logo de cara e, quem sabe, fazer algumas melhorias pontuais com o tempo.

Pontos Fortes

  • Estética
  • Preço
  • Conforto
  • Sustentação

Pontos Fracos

  • Regulagem
  • Captadores genéricos
  • Pesada
  • Blindagem

Onde Comprar

* Transparência: Os links abaixo são de afiliados. Se você realizar uma compra através deles, o site pode receber uma comissão sem alterar em nada o valor original do produto. Isso ajuda a manter nossas análises no ar.

Próximo Artigo

Ibanez GIO (Série GRG)
Guitarras

Ibanez GIO (Série GRG)

A Ibanez GRG sempre aparece quando o assunto é recomendar guitarra pra quem tá começando. Pra fazer essa análise, a gente olhou centenas de avaliações de compradores de verdade no Mercado Livre e na Amazon Brasil. Também comparamos ela com outras guitarras do mesmo preço, assistimos a vídeos de teste e lemos o que o pessoal fala em fóruns de música. Uma coisa ficou bem clara: ela acerta em cheio no que é mais importante pra quem tá começando, mas também mostra onde o pessoal da fábrica economizou. COMO É PRA TOCAR O braço fininho, que é a marca registrada da Ibanez, é o que mais faz a GRG se destacar nesse tipo de guitarra. Quem comprou conta que a sensação é bem diferente daquelas guitarras baratas que têm braço grosso e são meio chatas de tocar. A mão escorrega fácil, os acordes saem sem muito esforço e você cansa menos. É a coisa que mais elogiam quando a pessoa tá começando a aprender, e por isso mesmo que ela é tão indicada pra iniciantes. O SOM O som dela é uma surpresa boa, ainda mais pelo preço. Com distorção, a guitarra se vira bem: os riffs ficam nítidos, o ataque responde do jeito que você espera e dá pra tocar rock e metal sem problema, de cara. No som limpo, ela perde um pouco de detalhe e fica mais 'fria', mas nada que atrapalhe de verdade. No fim das contas, o som é bem direto e honesto, perfeito pra quem tá começando a afinar o ouvido e a montar um repertório. A APARÊNCIA O visual moderno e meio 'agressivo' da GRG nem parece que custa o que custa, de tão bonita que é. Dependendo da cor, ela chama a atenção e não tem cara de guitarra barata pra iniciante. Quem compra diz que pegar a guitarra na mão dá a sensação de que fez a escolha certa, e isso, pra quem tá começando a aprender, ajuda muito a dar gás pra continuar tocando. VALE A PENA? O grande lance da GRG não é ser a melhor em tudo, mas sim não pisar na bola em nada do que importa pra quem tá começando. Ter um braço realmente confortável, um visual que dá vontade de tocar e um som que funciona, tudo isso num preço que dá pra pagar, faz ela se destacar bastante das outras guitarras do mesmo tipo. OS TRASTES Em algumas guitarras, o acabamento dos trastes pode ser um pouquinho áspero nas beiradas. Não atrapalha na hora de tocar, mas quem é mais chato percebe. Uma regulagem simples no começo já resolve a maioria dos casos, mas mostra que a guitarra não é de um nível de produção super refinado. A PONTE A ponte faz o básico dela. Naquelas que têm tremolo, a afinação pode sair do lugar se você usar muito a alavanca, aí precisa afinar mais vezes. Pra quem tá começando e não usa o tremolo com força, isso não é um problema grande. Mas pra quem quer usar muito o 'whammy', aí sim, é um ponto fraco bem visível. A BLINDAGEM A blindagem é bem simples e pode não dar conta do recado em lugares que têm muita interferência elétrica. Se você usar muito ganho, pode aparecer um barulhinho chato. Isso é normal em guitarras dessa faixa de preço, mas é bom pensar nisso dependendo de onde você vai tocar. O NUT O nut, que é de plástico simples, faz o trabalho dele sem muita frescura. Com o tempo, ele pode acabar atrapalhando um pouco a afinação e o som das cordas soltas. É uma das primeiras coisas que o pessoal troca quando quer dar um 'upgrade' na guitarra aos poucos. PRA TERMINAR A Ibanez GRG foi feita pensando numa coisa bem clara: deixar a vida mais fácil pra quem tá começando a tocar. O braço fininho diminui aquela dificuldade física de aprender, o visual dá um gás e o som é bom o suficiente pra não atrapalhar quem tá no começo. Dá pra ver onde ela tem seus limites — o acabamento é simples, a ponte é básica, a blindagem é comum — mas isso tudo faz sentido pro que ela se propõe e pro preço dela. Pra quem quer começar a tocar com uma guitarra confortável e sem ter dor de cabeça logo de cara, ela é uma ótima base.

Ler review