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Como afinar guitarra e violão pelo ouvido

Por Leonardo Soares1 de jul. de 20267 min
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Visão Geral

Como afinar guitarra ou violão sem aplicativo parece uma habilidade antiga e desnecessária. Qualquer smartphone tem um afinador. Mas existe um erro enorme em depender só de aplicativo: você deixa de desenvolver o ouvido no momento mais importante do seu estudo — antes de tocar.

Afinar pelo ouvido não é uma habilidade reservada a músicos avançados. É um hábito. E quanto mais cedo você começa, mais natural ele fica. Esta é a base do método que a maioria dos estudantes de guitarra e violão ignora porque nunca ninguém explicou direito.

POR QUE O APP NÃO É SUFICIENTE

O afinador por aplicativo detecta frequência e aponta se a corda está acima ou abaixo da nota certa. Ele funciona. O problema é que funcionar não é o mesmo que ajudar o músico a se desenvolver. Quando você usa o app como muleta, seu ouvido nunca aprende a identificar se duas cordas estão em harmonia. E isso atrapalha tudo: ouvir se a banda está afinada, perceber quando um acorde soa feio, identificar uma nota errada em meio a um riff.

Além disso, o aplicativo tende a exigir silêncio e proximidade. No palco, no ensaio ou quando há barulho de fundo, ele perde precisão. Músico que só sabe afinar com app é músico que não sabe afinar em situação real.

O MÉTODO DAS QUINTAS (5ª CASA)

O método mais clássico e ainda o mais útil para iniciantes usa as cordas como referência entre si. A lógica é simples: quando você pisa a 5ª casa de qualquer corda, o som produzido deve ser igual ao da corda seguinte solta.

Para guitarra e violão, a sequência funciona assim:

Corda 6 (Mi grave), 5ª casa → deve soar igual à corda 5 solta (Lá).

Corda 5 (Lá), 5ª casa → deve soar igual à corda 4 solta (Ré).

Corda 4 (Ré), 5ª casa → deve soar igual à corda 3 solta (Sol).

Corda 3 (Sol), 4ª casa (atenção: não é a 5ª) → deve soar igual à corda 2 solta (Si).

Corda 2 (Si), 5ª casa → deve soar igual à corda 1 solta (Mi agudo).

A única exceção é entre a 3ª e a 2ª corda, onde você usa a 4ª casa em vez da 5ª. Esse é o erro mais comum de quem tenta o método pela primeira vez.

O que você está treinando aqui é o ouvido para identificar quando dois sons são idênticos — o chamado uníssono. Se as duas notas não combinam, você escuta um "bater" sonoro, uma espécie de vibração dupla que indica que as frequências estão ligeiramente diferentes. Esse bater vai desaparecendo conforme a corda chega na afinação certa.

O MÉTODO DOS HARMÔNICOS

Para quem já tem alguma prática, o método dos harmônicos é mais preciso e mais bonito de usar. Ao tocar levemente a corda sobre os trastos 5, 7 ou 12 sem pressioná-la — o que se chama de harmônico natural —, você gera um som mais puro, mais fácil de comparar com outra nota.

A combinação mais usada é o harmônico na 5ª casa da corda 6 (Mi grave) com o harmônico na 7ª casa da corda 5 (Lá). Os dois devem soar idênticos. Se houver "bate", a corda 5 precisa de ajuste. A mesma lógica se aplica para as outras cordas usando as casas 5 e 7.

Esse método é mais sensível e mais difícil de usar quando há ruído externo, mas desenvolve muito mais o ouvido porque as diferenças ficam mais evidentes.

COMO USAR NA PRÁTICA

A recomendação é combinar os dois métodos. No início de cada sessão de estudo, afine a corda 6 com um afinador — ela é sua referência. A partir daí, tente afinar as demais pelo ouvido usando o método das quintas. Só compare com o app no final para ver quanto você se aproximou.

No começo você vai errar bastante. Isso é normal. O ouvido não está treinado para distinguir diferenças sutis de frequência. Com o tempo — semanas, não meses — essa distinção começa a aparecer naturalmente, e você para de depender do aplicativo como primeiro recurso.

QUANDO O APP FAZ SENTIDO

Para conseguir uma referência precisa de afinação, aplicativo é a ferramenta certa. Para afinar em silêncio absoluto ou para verificar notas muito distantes do ouvido. Para iniciantes que ainda não têm nenhuma referência sonora.

O problema nunca foi a ferramenta em si, mas usá-la como substituto do desenvolvimento do ouvido. Um músico que usa o app como confirmação do ouvido está num lugar muito melhor do que um que usa o app porque nunca treinou ouvir a diferença.

Afinar pelo ouvido é a primeira prova de que você está de fato escutando o que toca. E escutar é a parte mais importante de aprender música.

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Strinberg LPS-230

Quando a gente fala em ter uma Les Paul sem precisar gastar muito, a Strinberg LPS230 sempre é um nome que vem à tona. Para montar essa análise, eu fui atrás de centenas de avaliações de compradores verificados no Mercado Livre e na Amazon Brasil. Também assisti a vídeos que comparam ela com modelos mais caros e li relatos de pessoas que levaram a guitarra para o luthier fazer ajustes ou melhorias. O que a gente percebe sempre é a mesma coisa: ela encanta pelo visual e pelo som encorpado, mas as limitações começam a aparecer quando a gente fica mais exigente. ERGONOMIA A LPS230 segue direitinho o estilo Les Paul, e isso significa que ela tem um bom peso e preenche bem a mão. O braço tem aquele perfil tradicional, não é fininho nem rápido como os da Ibanez, mas dá uma pegada firme que agrada quem curte o estilo clássico. O peso dela gera umas discussões, tem gente que gosta e gente que não. Se você toca muito tempo em pé, pode acabar cansando. Por outro lado, esse mesmo peso ajuda bastante no sustain, que é um dos pontos fortes da guitarra. SUSTAIN É uma das coisas que mais elogiam na LPS230. O corpo, que é mais denso, junto com a ponte fixa, faz com que as notas se estendam bastante. É aquele "corpo" de Les Paul que a gente sente logo nos primeiros acordes. Os riffs ficam mais cheios, e os solos parecem grudar mais. Não é o sustain de uma guitarra de primeira linha, claro, mas convence bastante para a faixa de preço dela e dá a sensação de que o instrumento vale mais do que a gente paga. TIMBRE E CAPTADORES O som, no geral, é quente, com graves que se destacam e médios bem encorpados. É bom para tocar rock e blues. Com distorção, ela entrega aquele peso clássico que a gente espera de uma Les Paul. As falhas aparecem quando a gente coloca mais ganho: falta um pouco de definição, e em acordes mais complexos, as notas podem se misturar um pouco, sem muita clareza. Nos sons limpos, o timbre é agradável e quentinho, mas não tem muitos detalhes. No palco, com a banda, ela se vira bem, mas não impressiona em situações que exigem mais. Trocar os captadores é uma melhoria que muita gente comenta como sendo a que mais faz diferença na guitarra. HARDWARE E BLINDAGEM As ferragens fazem o básico, sem nada de especial. As tarraxas seguram a afinação de um jeito razoável e a ponte funciona como esperado. Uma coisa que aparece nos relatos é a blindagem: em lugares com muita interferência elétrica, a guitarra pode fazer um barulho perceptível quando o ganho está mais alto. Isso não é raro para guitarras dessa faixa de preço, mas é algo para pensar dependendo de onde você vai tocar. NUT O nut de plástico, que vem de fábrica, cumpre o papel sem se destacar. Com o tempo, ele pode atrapalhar um pouco a estabilidade da afinação e como as cordas soltas respondem. É uma das primeiras coisas que os compradores trocam quando querem melhorar a guitarra aos poucos. É uma mudança barata e que dá um resultado na hora. CONSTRUÇÃO E ACABAMENTO Este é um dos grandes pontos positivos da LPS230. O visual é bem cuidado, com um acabamento que lembra guitarras bem mais caras. A construção passa uma sensação de firmeza, sem parecer frágil. Muita gente que compra diz que a guitarra parece valer mais do que ela realmente custa, e para um instrumento de entrada, isso faz uma diferença e tanto, tanto na motivação de quem compra quanto na impressão geral. REGULAGEM É o assunto que mais aparece nos comentários. A maioria das guitarras chega precisando de ajuste: a altura das cordas está alta, a oitava está errada, o setup não está completo. Isso pode estragar a primeira impressão de um jeito e tanto, e muita gente acaba julgando a guitarra antes de ela passar por uma regulagem decente. Depois de ajustada, a tocabilidade melhora muito e o instrumento responde melhor em tudo. A maioria dos compradores mais experientes que avaliaram o modelo recomenda considerar o custo de uma regulagem inicial como parte do investimento total. CONCLUSÃO A Strinberg LPS230 entrega bem o que é mais importante para uma Les Paul de entrada: um visual marcante, som encorpado, sustain que convence e uma construção sólida, tudo isso num preço competitivo. As falhas dela são conhecidas (captadores simples, blindagem básica, e a regulagem que é quase obrigatória) e estão de acordo com a proposta da guitarra. Para quem quer começar com um instrumento que tenha presença, um som com corpo e uma aparência que empolga, ela é uma ótima porta de entrada com personalidade. O investimento vale mais a pena para quem topa incluir uma regulagem logo de cara e, quem sabe, fazer algumas melhorias pontuais com o tempo.

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